
O Ministro da Saúde, Ussene Isse, lançou esta segunda-feira (02.10) a Fundação de Apoio à Investigação e Inovação científica em Saúde, com o objectivo de estimular a produção e incorporação de soluções científicas e inovação no Sistema Nacional de Saúde.
Ussene Isse classificou o evento como um marco histórico, explicando que a investigação, a inovação em saúde e o desenvolvimento tecnológico constituem o principal pilar da solução dos problemas actuais, num contexto em que Moçambique enfrenta vários desafios, entre os quais o crescimento da população, os eventos climáticos extremos e a transição epidemiológica.
“Devemos produzir conhecimento sobre os problemas que enfrentamos”, referiu, sublinhando a necessidade de o país gerar soluções apropriadas para orientar as suas políticas públicas e melhorar os serviços de saúde.
O dirigente lembrou que o alcance da meta de governação estabelecida para o ano 2030 na área da saúde e bem-estar da população só é possível tendo em conta os eixos da investigação e inovação. Neste âmbito, assegurou que o Executivo continuará a valorizar os investigadores.
Na mesma ocasião, Ussene Isse procedeu ao lançamento da primeira “Chamada para financiamento da participação de jovens investigadores nacionais em conferências científicas com trabalhos científicos inovadores”.
Segundo o governante, este acto é o sinal claro do compromisso da FINS com a ciência, inovação e com a juventude moçambicana.
“Isto é um sinal do nosso compromisso, como Governo, com a ciência, com a inovação e com a juventude moçambicana”, destacou.
Por seu turno, o Presidente da Assembleia-geral da FINS, Francisco Mbofana, disse que o lançamento da FINS representa o início de um compromisso com o futuro da investigação e inovação em Moçambique, colocando o conhecimento ao serviço da melhoria da saúde, do bem-estar da população e do desenvolvimento nacional.
“Investir na investigação e na inovação é investir na capacidade de Moçambique pensar no seu futuro, encontrar soluções para os seus desafios e afirmar-se, num mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento e pela inovação”, destacou.
O Embaixador da FINS, Carlos Agostinho do Rosário defendeu que “Moçambique não deve ser apenas um consumidor passivo das soluções tecnológicas criadas por outros países, mas, sim, criar condições para gerar soluções baseadas na sua realidade”, vincou, acrescentando que a investigação científica só faz sentido quando centrada no contexto socioeconómico do país e quando a ajuda a resolver problemas concretos das comunidades.
De acordo com Agostinho do Rosário, a FINS é uma plataforma que vai contribuir para a construção da soberania científica na área de saúde.
A Directora-Executiva do órgão, Nelza Mbanze, fez saber que a FINS nasceu da convicção de que a investigação e a inovação em saúde precisam de uma base de apoio ampla, capaz de aproximar o conhecimento científico aos desafios e às prioridades de saúde pública no país.
Um dos momentos marcantes do evento foi a assinatura de memorandos de entendimento entre a FINS e duas entidades nacionais, nomeadamente a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a companhia de teatro Gungu, nos domínios de Investigação, inovação e literacia científica em saúde, e de Arte e cultura, respectivamente.
O acto foi marcado, igualmente, por um painel sobre “o papel da FINS na interligação entre a ciência e inovação em saúde e a sociedade no mundo em rápida transformação: O papel da FINS”.

O painel foi moderado por Jeremias Langa, jornalista e Presidente do MISA e contou com a presença de quatro oradores, nomeadamente, Eusébio Macete, Reitor da Universidade de Lúrio, Cristiane Sendim, Presidente da FIOTEC do Brasil, Gilberto Mendes, antigo Secretário de Estado para a área da Desportos e membro da companhia de teatro GUNGU, e Eduardo Samo Gudo, Director Geral do INS.






