PARA OS PRÓXIMOS 10 ANOS: Gestores e utilizadores de dados da genómica harmonizam plano estratégico do sector

Representando de diversas instituições públicas e privadas, incluindo investigadores reuniram-se esta terça-feira (01.04), na cidade de Maputo, para discutir e harmonizar a proposta de Plano Estratégico da Genómica Integrada de Moçambique para os próximos 10 anos.


O plano em referência visa estabelecer um sistema eficaz, consistente, sustentável, comunicativo e abrangente do uso de dados de genética para a melhoria da saúde pública, seguindo a abordagem de saúde única, e foi desenhado tendo em conta as directrizes internacionais ligadas à temática e às especificidades do nosso país.


Falando na sessão da abertura do encontro, o Director da Divisão de Laboratórios de Saúde Pública no Instituto Nacional de Saúde, Nédio Mabunda, explicou que nos últimos anos, assiste-se a um crescente uso da genética na área de saúde humana, animal, ambiental, sendo uma fonte de informação científica crucial para a definição de políticas e práticas de saúde ao nível global.


Referiu que o seu uso se estende para vários campos de actuação, incluindo o controlo da transmissão de infecções, o diagnóstico e monitoria laboratorial de infecções e outros marcadores de doenças não transmissíveis, imunização e medicina personalizada, pelo que é necessário que o país possua um plano concreto que vai orientar a actuação do sector.


“Este plano reconhece a integração da genómica no sector de saúde humana, animal, vegetal e ambiental como estratégico e fundamental”, referiu, explicando que a abordagem incentiva e propõe uma comunicação, cooperação, coordenação e colaboração inclusiva e transparente entre as partes interessadas, com o objectivo de fornecer soluções mais abrangentes e efectivas para melhorar a capacidade de previsão, prevenção, detecção e resposta às ameaças de saúde pública em Moçambique.


Referiu que na área de saúde em Moçambique, o diagnóstico e caracterização molecular, incluindo a caracterização de variantes ou genótipos, monitoria de resistência ao tratamento de diferentes patógenos, são exemplos de uso da genética na área de saúde humana, animal e ambiental.

Actualmente, o Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Saúde (INS), possui capacidade de diagnóstico molecular usando kits abertos de 1500 amostras por dia, distribuída ao longo do país, e uma capacidade de caracterização genética ou sequenciamento, usando tecnologia de última geração, de 500 amostras por semana.


A reunião de discussão e harmonização do Plano estratégico da genómica integrada de Moçambique reuniu técnicos dos ministérios da Saúde, Ambiente, Agricultura, Pescas, Educação e parceiros de cooperação.