Plataforma ALIVE partilha progressos da sua intervenção em Sofala

A plataforma ALIVE, uma iniciativa do Instituto Nacional de Saúde (INS), lançada em Agosto de 2024 na província de Sofala, com o objectivo de garantir a prestação de serviços de saúde durante desastres induzidos pelo clima em comunidades vulneráveis do país, abrangendo os distritos de Dondo, Nhamatanda e Búzi, apresentou, recentemente, os progressos alcançados nos primeiros meses de intervenção na comunidade.

Numa sessão que contou com a presença do Secretário-permanente do distrito de Búzi, Eduardo Santos, a coordenadora-geral da ALIVE, Tatiana Marrufo, partilhou a visão geral da plataforma e os passos dados em três áreas de actuação, nomeadamente Desenho de propostas de intervenção, Avaliação de sistemas de vigilância e Treino, literacia e comunicação.

Numa breve contextualização, Marrufo fez saber que as pesquisas conduzidas no contexto da Análise de Vulnerabilidade e Adaptação do Sector da Saúde às Alterações Climáticas apontam que 31,8 por cento do território moçambicano tem um índice de vulnerabilidade elevado a muito elevado.

Segundo ela, esta realidade é preocupante, sobretudo no sector da Saúde, por não estar preparado para lidar com eventos extremos climáticos, o que se traduz na interrupção de serviços de saúde, de modo particular a provisão de assistência a pacientes com doenças crónicas não transmissíveis, visto que, muitas vezes, a prioridade é dada a doenças infecciosas.

“Depois das actividades realizadas no ano passado, neste momento, pretendemos devolver a informação aos actores-chave e identificar os principais pontos de intervenção, para quebrar a via que leva à interrupção dos serviços de saúde. Isto inclui a definição do plano de intervenção em cada um dos distritos”, esclareceu.

No âmbito das propostas de intervenção, segundo a Coordendora, foram conduzidas entrevistas com informantes-chave com vista a identificar variáveis com interesse para a ruptura de acesso a serviços de saúde. Na componente da avaliação de sistemas de vigilância, foi feita a revisão documental e o mapeamento de sistemas operacionais que concorrem para o sistema integrado de vigilância.

Quanto ao terceiro pacote, foram treinados facilitadores da equipa central e a nível distrital, produzido e lançado um vídeo explicativo da ALIVE, para além do lançamento de concurso para bolsas de estudo de mestrado nas áreas de “Vigilância, modelagem e triangulação de dados”, e “Ciência de implementação e participação comunitária”.

Por seu turno, o Secretário-permanente manifestou satisfação pela eleição do seu distrito para a realização das actividades e disse ser expectativa que o projecto gere transformações que atendam às necessidades locais, até porque o distrito tem tido muitas dificuldades.

“Quando há calamidades, todos os anos, temos tido planos de contingência que são aprovados a vários níveis, mas dificilmente estes instrumentos levam a uma resposta à altura das necessidades. Então, esperamos que a plataforma nos ajude nestas situações”, disse, assegurando que o Governo do Distrito continuará a colaborar com a equipa do INS.